Cor@gem: Onde estão nossos líderes?

Nessa semana pensei muito sobre liderança. Ouvi o testemunho de Anton Stephans, um cantor que durante toda a sua vida cantou com grandes estrelas do Pop mundial. Ele era a segunda ou terceira voz, o cara que fica no fundo do palco, aquele que ouvimos mas não sabemos o nome. Educadamente, sem qualquer mágoa, ele falou que apenas fazia parte do trabalho e da arte da outra pessoa, do artista principal, mas que agora, com 45 anos, havia chegado a conclusão de que era hora dele ouvir os aplausos, de realizar o seu sonho. Agora ele tinha a coragem necessária para tal. Ao longo da minha vida estudei administração, me especializei e fiz mestrado, então tente imaginar quantos textos sobre liderança já passaram pelas minhas mãos. Uma das descobertas foi a de que nenhum texto, exceto [...]

Fecha a Matemática

Essa semana parei um pouco para pensar em como seriam as empresas se todos os colaboradores tivessem a motivação, entusiasmo e a atitude de um empreendedor... Tenho convicção de que a produtividade aumentaria drasticamente, e os resultados seriam inevitáveis: entrega no prazo, vendas elevadas e alto nível de satisfação do cliente. A criatividade seria algo incontrolável e a inovação seria parte do processo sem muito esforço. E a busca pelo conhecimento? As 8 horas do dia seriam naturalmente insuficientes para a conquista do aprendizado necessário. Seria mais uma atividade para incluir na rotina diária, assim como a alimentação e o banho. Lembrei da alegria pelas conquistas, da busca incessante pelo novo. E o medo de errar? Um medo que vem cheio de excesso, que [...]

Smith chegou

Sempre gostei de Matrix. No meu ponto de vista toda a história tinha muita lógica. De um lado, um mundo virtual onde todos estão conectados e vivemos nosso dia-a-dia realizando tudo o que fazemos no mundo real. Uma vida paralela, digital. De outro, a parte louca mas aceitável: homens usados como fonte de energia; a realidade como simples impulsos eletromagnéticos traduzidos pelo cérebro; interconexão e pessoas ligadas através de hardware e software; acesso a rede global de informações, etc. Quando o filme foi lançado eu já trabalhava fazia alguns anos com a Internet, por isso tudo parecia extremamente familiar e possível para mim. Como dizia Morpheu, o “eu digital”, na minha humilde concepção, era viável. Apenas uma coisa não fez sentido em toda a trilogia: o fato de [...]

Castelos de Bits

Li em algum lugar que a Internet era uma destruidora de cadeias de valor. Na verdade é, mas eu completaria dizendo que ela é mais do que isso. Eu penso que ela é uma destruidora de castelos. Faz 20 anos que trabalho com Internet, o que para muitos dos profissionais do ramo me transforma em uma espécie de dinossauro. Sendo assim, aproveitando que não fui extinto, vi quase tudo o que ela fez: Do lado de quem presta o serviço, vi o nascer dos provedores; as brigas entre operadoras; concentração de mercado; atos regulatórios; a bolha (ou as bolhas); fusões e aquisições; a evolução das linguagens da comunicação – tanto em programação quanto em design; as fases da infraestrutura, as novas aplicações. Do lado de quem usa o serviço vi a busca não indexada (praticamente uma search [...]