Como Reconstruir uma Nação!

Vivemos um período de turbulências política e econômica no Brasil. Vivemos o caos social pela violência e pelos excessos de direitos que nós mesmos nos outorgamos, esquecendo, na maioria das vezes, que para cada direito existe antes o cumprimento de uma obrigação. Agora, a questão é: reconstruiremos a nação?
Voltar Publicado em: 18/07/2019
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Vivemos um período de turbulências política e econômica no Brasil. Vivemos o caos social pela violência e pelos excessos de direitos que nós mesmos nos outorgamos, esquecendo, na maioria das vezes, que para cada direito existe antes o cumprimento de uma obrigação. Agora, a questão é: reconstruiremos a nação?

Já é contumaz perceber que o Estado onera a nação para obtenção de benefícios políticos eleitoreiros. Aliás, não raras vezes convivemos com escândalos que acabam estragando os meios de produção. É a frustração completa do cidadão ao ver um político justificando que as diárias de viagens recebidas servem como meio de complementação de salários, como se diárias fossem um benefício.

Trabalhamos praticamente seis meses por ano somente para pagar os impostos, sem que o devido retorno ocorra por parte do Estado. A corrupção é um sintoma de um problema mais grave. A ausência de valores humanos.

Porém, há, sim, meios de transformar o cenário atual, e isso começa pela nossa rotina.

Não adianta criticar governo se deixamos de cumprir com nossa própria responsabilidade, já que temos de ter a noção de que somos responsáveis pelo próximo, mais que por nós mesmos. A mudança de valores éticos começa em casa, a base da educação, de maneira que, posteriormente, esse senso de pertencimento comece a refletir em nosso trabalho e em nosso cotidiano.

É claro que a crise vivida atualmente não é apenas política, mas, sim, de valores, pois muito mais grave que a corrupção é a sensação de que nada mudará, pois a existência de valores permite que continuemos acreditando em um futuro melhor. Hoje a ética está relativizada, pois se passou a confundir ética com ideologia política.

Instaurou-se por completo na sociedade o sentimento maniqueísta do “este ou aquele” e “Grêmio ou Inter”, por exemplo. Na verdade, o devemos trocar o “ou” pelo “e”, deixar de dividir é o primeiro passo para que possamos começar a somar.

Ao trazer esse conceito para dentro das empresas temos o dever de cuidar do colega e a obrigação de zelar para que nosso negócio cresça de maneira orgânica e sustentável do ponto de vista ético. Isso não apenas minimiza prejuízos financeiros futuros, mas também repercute no ambiente social ao qual nos inserimos, pois é no pequeno detalhe, na ligação bem atendida, na clareza de informação, na venda bem feita é que conseguimos fazer com nossos gestos reverberem até aqueles que devem zelar pela sociedade.

Como diz o ditado: “O errado é errado mesmo que todos estejam fazendo e o certo é certo mesmo que ninguém esteja fazendo”. Essa é a máxima para que consigamos superar o momento de crise atual. É cristalino que seriedade, honestidade e valores definidos no ambiente corporativo é o grande passo para que consigamos construir um futuro melhor.

Aliás, o mercado paga muito bem pelo produto honestidade!

Os empreendedores têm um papel fundamental e devem formar opinião pelo exemplo. São pessoalmente responsáveis pelo seu ambiente e sua sociedade. Empreendedores de vanguarda e inovadores devem dar o primeiro passo para gerar valor àqueles que de uma maneira ou outra se relacionam com eles. Isso gera confiança e confiança é o alicerce para qualquer relacionamento.

Não basta reclamar, temos de agir e não esperar pelo próximo, judiciário ou alguém que possa nos desenterrar do atoleiro. A crise ética somente será superada pelo exemplo e enquanto continuarmos trabalhando e perseverando com os olhos focados naquilo que realmente agrega para a vida do próximo. Esse é o real objetivo que está muito acima de qualquer relação jurídica. Esta é a única forma de sobrevivermos no mercado e a maneira sustentável, que permita reconstruir a nossa nação.

São os pequenos gestos que nos farão recobrar a confiança e são nossas atitudes que farão com que o atual cenário nacional mude. Não adianta culparmos, se não cumprimos com nosso papel, por mais simples que seja. Somente superaremos o atual momento agindo dentro de uma ética maior construtivista.

Por fim, são pequenos gestos que fazem a diferença, seja a gentileza, a clareza naquilo que estamos nos obrigando com nossos clientes e fornecedores. Esses gestos repercutem, pois pelo exemplo as pessoas naturalmente passam a confiar e pelo exemplo as pessoas se espelham. Honestidade, caráter e palavra são predicados que se praticados diariamente, com pequenos gestos, permitirá reconstruir um Brasil para chamar novamente de nosso!



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